
Época de caminhadas
Depois de as neves derreterem e o Verão nos visitar, não é cedo para preparar a nova época de montanhismo e escalada. No nosso país, com o clima que temos, a opção de escalada e trekking para explorar as montanhas é a mais acertada.
Uma vez adquirido o material necessário (uma mochila bem dimensionada, roupa respirável para usar em camadas e um par de botas confortáveis) e depois de compreendida a forma de uso da bússola e mapa, o próximo factor a considerar para uma aventura na natureza é a preparação física. Um dos prós da modalidade é abranger todas as faixas etárias, tipos de morfologia corporal e locais geográficos, mas a preparação física adequada pode torná-la mais enriquecedora.
Deve considerar as seguintes categorias para a relação dos factores físicos e técnicos, de modo a determinar os objectivos apropriados para os próximos meses. Um treino cardiovascular suficiente, no sentido de estar preparado de forma adequada para participar em caminhadas e escaladas. Por norma deverá ter dois a três treinos semanais de 30 a 45 minutos constituídos de marcha vigorosa, step, ou cross training na elíptica; ou outros exercícios aeróbios indicados para a preparação dos membros inferiores para a montanha.
Treino de força dos grupos musculares mais importantes para a caminhada. Tais como os grupos musculares, quadricipedes, isquitibiais, adutores, abdutores, glúteos, gémeos e lombares. A força do tronco e membros superiores é importante para a fase de escalada, para o percurso mais vertical.
É importante saber como alongar os grupos musculares que são trabalhados. Estes músculos tendem a ficar muito cansados durante a prática da actividade, o que torna imprescindível o alongamento.
Análise e correcção das condições físicas que precisam de ser trabalhadas antes de se arriscar em aventuras mais elaboradas. De forma a evitar problemas tais como lombalgias, ou nos tornozelos e nos joelhos. Deverá aconselhar-se com um fisioterapeuta para tratar alguma lesão anterior ou para evitar o aparecimento de recidivas. Boas aventuras!
Por Duarte Galvão
Fisioterapeuta, personal trainer
Holmes Place
O SOL E O ENVELHECIMENTO PRECOCE DA PELE
Uma protecção solar eficaz está associada a medidas que devem ser postas em prática todo o ano, pois mesmo no Inverno ou em dias nublados os raios UV causam danos na pele.
Oactual conceito de beleza de uma pele jovem, sem manchas ou rugas, vai contra o conceito de pele bronzeada como sinal de saúde e beleza, em que o sol é associado a momentos de prazer. No passado o bronzeado era associado ao trabalho braçal, e por isso os membros da monarquia tinham uma pele branca e eram vistos como a elite de “sangue azul”.
O fotoenvelhecimento surge nas áreas expostas devido à acção dos raios ultravioleta que, somado ao envelhecimento natural da pele, faz com que estase altere de modo prematuro, parecendo com idade superior à idade cronológica. O dano causado pelo sol depende de vários factores, como o tipo de pele, a frequência e a duração da exposição solar no decorrer da vida, predisposição individual e uso de alguns medicamentos. Hábitos como fumar, a má alimentação e beber poucos líquidos também fazem com que a pele sofra ainda mais as agressões externas. E, com a diminuição da camada de ozono, há um aumento da intensidade da radiação ultravioleta. Por outro lado não podemos esquecer que o sol é fonte de vida e que precisamos das radiações solares para a calcificação dos ossos, isto é, prevenção da osteoporose, para regular o ciclo de sono, e parte do nosso humor, e para a formação da vitamina D.
Uma protecção solar eficaz está associada a medidas que devem ser postas em prática todo o ano, pois mesmo no Inverno ou em dias nublados os raios UV causam danos na pele. O ideal é evitar o sol directo, sobretudo nos horários mais “perigosos” (entre as 10 e as 16 horas), usar roupas foto protectoras (incluindo chapéu e óculos de sol) e usar protector solar, aplicado de forma homogénea, de modo a cobrir todas as áreas expostas, em dupla camada, no mínimo 15 minutos antes da exposição e reaplicados de três em três horas, ou mais frequentemente em caso de transpiração excessiva ou exposição à água.
O factor de protecção adequado deve ser orientado por um médico especialista, pois nem sempre o factor mais alto é o mais indicado epode até causar hipersensibilidade. Os cuidados podem parecer excessivos e requererem mudanças de hábitos, que a maioria das pessoas não pretende seguir, mas é preciso não esquecer que o uso do protector solar requer disciplina e não dá protecção total contra o cancro de pele e o envelhecimento precoce. Lembre-se: lâmpadas de bronzeado artificial não são mais seguras que a exposição solar! As manchas escuras/claras, sardas, rugas, derrames, flacidez, pele ressequida e alteração da textura e elasticidade podem ser fotoenvelhecimento. Algumas alterações como “casquinhas” e “asperezas” devem ser avaliadas e tratadas, não por motivo estético, mas como prevenção do cancro de pele. Para identificar, tratar alterações e melhorar o aspecto da pele é importante o aconselhamento de um médico especialista e a utilização de produtos específicos. Em associação, as manchas podem ser corrigidas com peelings, máscaras ou laser, algumas vezes utilizados em conjunto. Os peelings também são excelentes para melhorar rugas finas e melhorar o aspecto da pele ao estimular a renovação. A luz pulsada estimula o colágeno tratando a flacidez em fase inicial e pode ser utilizada com sucesso em algumas manchas. Quanto aos derrames, a melhor solução é o laser.
Por Simone Ayres
Especialista medicina estética
Corporación Dermoestética
COMPRE DE FORMA MAIS SAUDÁVEL
Procure receitas saudáveis, faça uma lista com os alimentos necessários e vá às compras depois das refeições – quando não tiver fome – para assim conseguir resistir às tentações!
Porque somos o que comemos, e porque vivemos num mercado cada vez mais globalizante, em que são lançados e promovidos diariamente novos produtos alimentares, é importante saber escolher, e é tão importante saber fazer do supermercado um local de compras saudáveis. Tendo presentes as regras da alimentação saudável que nos são transmitidas pela Roda dos Alimentos, devemos procurar receitas de alimentação saudável, organizar uma ementa semanal, elaborar uma lista com os alimentos necessários e ir às compras depois de uma refeição, quando não tivermos fome, para conseguir resistir às tentações… Hoje podemos contar com alguns alimentos de preparação rápida que são saudáveis e nos permitem poupar o nosso tão precioso tempo, mas outros há que não é bem assim… e para escolher bem é necessário ler e saber interpretar correctamente o conjunto de informações contido nos rótulos dos géneros alimentícios, nomeadamente a lista de ingredientes e a composição nutricional, reduzindo a ingestão daqueles cujos primeiros ingredientes sejam gorduras, sal e açúcares. E, a bem da segurança alimentar, devemos ainda verificar o prazo de validade e o estado das embalagens, não adquirindo embalagens danificadas (amolgadas, inchadas ou com sinais de ferrugem) e rejeitando produtos congelados e/ou ultracongelados que apresentem cristais de gelo no interior da embalagem ou ainda se esta estiver húmida; a presença destas características poderá indicar que os respectivos produtos sofreram descongelação, ou seja, que a rede de frio não se manteve constante. Obviamente, quando estamos num supermercado devemos comprar em primeiro lugar os alimentos que não se danificam e os que não necessitam de frio, e por último os congelados. A Associação Portuguesa dos Nutricionistas, ciente de que fazer compras nem sempre é uma tarefa fácil, está a organizar, no Porto, cursos de Verão sobre a melhor relação entre saúde, sabor e boas compras, destinados à população em geral. Participe!
Por Clara Matos
Secretária-Geral da Associação
Portuguesa dos Nutricionistas
Nutricionista do Centro Hospitalar de
Trás-os-Montes e Alto Douro, EPE
Dentes brancos, mais brancos, não há!
Branqueamento, problemas comuns e cuidados básicos de higiene oral.
O SORRISO tem um impacto muito importante na harmonia facial. Numa perspectiva mais social, as relações interpessoais tornam-se mais fáceis quando se tem um sorriso harmonioso e cuidado. Os cuidados básicos são simples e de grande eficácia quando regulares: escovar os dentes pelo menos duas vezes por dia, utilizar o fio ou fita dentária no mínimo uma vez ao dia, de preferência à noite, e fazer pelo menos um check-up dentário anual. No entanto podem surgir problemas em consequência dos hábitos alimentares, tabágicos, medicamentosos, entre outros, ou resultantes de uma higiene oral descuidada. Antes de se iniciar o branqueamento é feita uma consulta de avaliação dentária e periodontal, para despiste de eventuais lesões de cárie ou outras, e uma consulta de profilaxia para remoção de pigmentos dentários e cálculo existentes.
Após avaliação dentária e periodontal, o médico planeará o branqueamento, informando o paciente caso este tenha restaurações estéticas anteriores e coroas ou pontes, que poderão ter de ser substituídas depois do branqueamento, visto este procedimento só branquear superfícies dentárias naturais. O branqueamento é realizado no âmbito da dentisteria estética e reabilitação oral, permitindo tornar os dentes mais brancos; este procedimento actua na estrutura dentária natural, tornando-a mais clara e, consequentemente, alterando a cor original dos dentes. As técnicas utilizadas são branqueamento em ambulatório (at home) e o branqueamento no consultório (in office). No caso de dentes com tratamento endodôntico (desvitalizados) utiliza-se a técnica de branqueamento interno. Para o branqueamento em casa são feitos uns moldes dos dentes do paciente e fotografias iniciais, feitas as moldeiras de branqueamento e é entregue o kit com o gel de branqueamento. Essas moldeiras são preenchidas com gel de branqueamento e colocadas à noite; são visíveis alterações de cor logo ao fim de alguns dias, mas em média são feitos 15 dias de branqueamento, com a supervisão do dentista. O branqueamento no consultório é feito com a aplicação de um gel de branqueamento nas superfícies dentárias, após protecção da gengiva e tecidos moles. Este procedimento demora cerca de uma hora, com renovação e aplicação de gel durante a consulta.
Uma só consulta poderá não ser suficiente para as expectativas do paciente, dependendo de caso para caso. Neste procedimento também são entregues moldeiras ao paciente para manutenção. Este tipo de branqueamento é mais dispendioso. Durante o branqueamento poderá existir sensibilidade dentária – reversível – e nesse caso o paciente poderá parar por uns dias ou recorrer à aplicação de agentes dessensibilizantes, sendo esta situação avaliada pelo dentista e depois tomada a decisão mais indicada. Quanto a resultados, depende da cor inicial, se estão ou não desvitalizados, hábitos alimentares e tabágicos, higiene oral de cada paciente, entre outros factores. O resultado mais visível dá-se nos dentes anteriores, que também estão mais expostos à luminosidade. Este tratamento não danifica nem enfraquece o esmalte, nem nenhuma outra estrutura dentária ou material de reconstrução. Para manter a cor final após o tratamento os pacientes devem evitar ingerir em demasia bebidas e/ou alimentos cuja composição manche os dentes, entre os quais café, vinho tinto, alguns tipos de chás; e reduzir ao máximo o hábito tabágico, que não só será benéfico para os dentes, como para a saúde geral do paciente.
Em média dura dois a três anos ou mais (dependendo, como já foi referido, dos hábitos de cada paciente) podendo fazer-se uma manutenção quando o paciente desejar, recuperando assim a cor obtida logo após o branqueamento.
CHÁ VERDE "ASPIRA" GORDURAS A MAIS
As catequinas do chá verde ajudam a emagrecer, desde que mantenha uma alimentação saudável e faça exercício físico com regularidade.
Todos nos lembramos de boas razões para beber chá verde. Mas a maioria desconhece que esta bebida é capaz de reduzir a gordura abdominal e controlar o peso corporal, tal como reforçam as investigações da Universidade de Joseph Fourier, em França*. Uma questão que preocupa muitas pessoas é a possibilidade de recuperar peso logo após um processo de emagrecimento. Vários estudos, revistos no I Simpósio Europeu sobre Catequinas (em Janeiro de 2008) por Anne-Marie Roussel, da Universidade Joseph Fourier, demonstram que o consumo de chá verde ajuda a manter o peso, evitando que se recuperem os “quilinhos” eliminados.
Aliado a um estilo de vida activo e a uma alimentação equilibrada, o chá verde aumenta os gastos energéticos e ajuda a “queimar” as reservas de gordura. Esta bebida contém uma grande quantidade de catequinas – fitonutrientes da família dos polifenóis, com uma forte acção antioxidante – que combatem as gorduras sobretudo na zona abdominal.
Na verdade, em conjunto com a cafeína do chá verde, as catequinas conseguem activar a termogenese, um processo que permite que a energia dos alimentos seja gasta em forma de calor e não armazenada enquanto gordura, afirma a especialista francesa. Embora as catequinas existam noutros alimentos (chocolate, vinho, maçã), é no chá proveniente da camellia sinensis, como o chá preto e o chá verde, que as encontramos em maior quantidade. Mas o chá verde, como sofre menos fermentação, é o único capaz de manter um maior número de catequinas intactas.
A SAÚDE TAMBÉM SE MEDE PELA BARRIGA
Quem ainda não ouviu dizer que o excesso de peso e de gordura abdominal aumentam o risco de diabetes, colesterol, pressão arterial alta? Beber pelo menos duas ou três chávenas de chá verde diariamente pode ajudar a controlar o peso, segundo a cientista francesa Anne-Marie Roussel, que fez uma revisão de diversos estudos.
Além de ser a bebida mais consumida no mundo a seguir à água, o chá é também a que reúne mais benefícios para a saúde, sobretudo o verde. De acordo com Anne-Marie Roussel, o chá verde, graças às catequinas, consegue:
• Reduzir a proliferação dos adipócitos, células responsáveis pelo armazenamento de gordura;
• Diminuir a massa gorda localizada na gordura abdominal;
• Atenuar a resistência à insulina, controlando os níveis de açúcar no sangue e evitando o desenvolvimento de diabetes;
• Não adicionar calorias à alimentação diária, se bebido sem leite ou açúcar;
• Diminuir os efeitos nocivos da poluição ou dos maus hábitos alimentares devido à forte acção antioxidante. Mas sabia que para conseguir absorver maior quantidade de catequinas estas devem ser ingeridas fora das refeições? Anne-Marie Roussel recorda um estudo de 2005 que revelou que as catequinas consumidas durante as refeições não apresentam a mesma biodisponibilidade que as restantes. Neste sentido, beber chá a meio da manhã e à tarde pode ser a melhor opção para se ingerir uma boa dose de catequinas. Além de que a quantidade de água e minerais do chá verde vão ajudar a manter o corpo hidratado por mais tempo.
MAIS CATEQUINAS, MENOS GORDURA
Um estudo da Escola Médica de Xangai, de 2008, revela, segundo Anne-Marie Roussel, que quanto maior for a dose de catequinas ingeridas maior é o nível de controlo de peso e perda de gordura intra-abdominal. Esta investigação seguiu adultos saudáveis entre os oito e os 54 anos durante quatro, oito e 12 semanas. No decorrer do estudo os voluntários foram divididos em três grupos, consoante a quantidade de catequinas que integravam diariamente numa alimentação equilibrada e variada: 440 mg uma vez por dia; 230 mg duas vezes por dia; e 440 mg duas vezes por dia.
No final observou-se em todos os grupos que quem manteve uma alimentação saudável, enquanto ingeria as catequinas, perdeu peso, tamanho de cintura e massa gorda corporal. Mas os resultados foram mais significativos no grupo que ingeria diariamente a maior dose de catequinas.
Para atingir um peso saudável e reduzir o perímetro da cintura, de acordo com a especialista, é necessário integrar o chá verde num plano alimentar equilibrado e, claro, que inclua a prática de exercício físico.
Por Maria de Jesus Graça
Nutricionista
*Le symposium INRA Catechins and Diet: Les Catechines Augmentent la Thermogenese, Participent a la Prevention du Syndrome Metabolique et Reduisent l’Óbesité Intra-Abdominale.
AZEITONAS PRAZER… SAUDÁVEL
Todos sabemos que o azeite faz bem, mas nem sempre vemos as azeitonas como alimentos benéficos para a saúde. Sabia que, além de nutritivas, têm antioxidantes naturais?
Abrir a azeitona, retirar o caroço e deliciar-se com o sabor são gestos que provavelmente já fez várias vezes. Mas será que sabe quais as mais-valias nutricionais destes frutos tão pequenos? Além de aromas e corantes naturais que seduzem os apreciadores da boa mesa, a polpa tem uma boa quantidade de azeite rico em ácidos gordos mono-insaturados – e de fibras. As azeitonas são cada vez mais utilizadas como acompanhamento em pratos de carne ou peixe, dando um toque de requinte às refeições. E são tradicionalmente servidas como aperitivo, apresentando-se como uma opção mais saudável e nutritiva comparativamente a outros alimentos, como as tiras salgadas, os queijos gordos ou os patés.
RIQUEZA NUTRICIONAL?TIRE AS TEIMAS!
Verdes, cinzentas, douradas, castanhas ou pretas…as azeitonas podem ter em diversas cores consoante a fase de maturação em que são apanhadas. A tonalidade devese às clorofilas e aos carotenóides, pigmentos que actuam como antioxidantes. Mas, na verdade, o poder antioxidante deve-se também ao teor em: vitamina E – reduz a formação de radicais livres, grandes vilões do envelhecimento e de algumas doenças como o cancro; polifenóis – substâncias químicas vegetais que protegem as células.
Com um sabor intenso, as azeitonas aportam igualmente alguns saisminerais: cálcio, fósforo, potássio, magnésio e zinco. Estes micro nutrientes são necessários tanto para construir e fortalecer os ossos como para ajudar na contracção muscular e na cicatrização. Para que não restem dúvidas sobre os benefícios para o organismo, saiba que as azeitonas – nomeadamente as pretas, a variedade mais madura – fornecem, além dos carotenos, outras vitaminas em menores quantidades (as vitaminas A, B1, B2, B6 e tocoferol).
GANHE SAÚDE COM AS AZEITONAS
Graças à textura oleosa, as azeitonas contêm cerca de 20% de azeite, o seu sumo natural. Por isso, o consumo pode ser uma forma de ingerir ácidos gordos monoinsaturados. Vários estudos confirmam que esta gordura boa tem benefícios para a saúde se for acompanhada de uma redução da ingestão da gordura “má”, a saturada: reduz o colesterol mau (LDL) e mantém o bom (HDL); previne doenças cardiovasculares.
Mas o que leva as pessoas a gostar de azeitonas é a sua capacidade de fazer “crescer água na boca”. Amargas ou doces, são por regra conservadas em salmoura (água e sal), o que acentua o sabor. Assim, tornam-se ideais para substituir o sal e outros condimentos salgados (molho de soja, molho inglês) e dar tempero às saladas, guisados, estufados… No entanto, como as azeitonas compradas a granel em salmoura podem ter excesso de sal, há um truque que pode adoptar: compre-as conservadas em azeite e ervas aromáticas! Esta opção é mais vantajosa porque as folhas das ervas aromáticas têm algumas propriedades antimicrobianas, protegendo dos fungos.
Por Maria Pais Vasconcelos
Nutricionista
A importância das leguminosas na perda de peso
ALGUMAS dietas podem trazer grandes desequilíbrios ao organismo, que fica desregulado e descompensado pela falta de nutrientes essenciais. É por este motivo que, à primeira tentação, facilmente se perde o controlo e se acaba por ingerir mais calorias do que antes do início da dieta. Isto explica por que razão se aconselha as pessoas a seguirem as recomendações da Roda dos Alimentos, ou seja, uma dieta alimentar equilibrada e variada.
O que algumas pessoas parecem não saber é que as leguminosas são um alimento imprescindível pela sua composição nutritiva e um óptimo aliado para quem quer manter ou perder peso, já que, entre outras coisas, apresentam um baixo valor calórico e retardam a fome por mais tempo.
As fibras, presentes nos alimentos vegetais, podem existir de duas formas diferentes: insolúvel ou solúvel. Embora essas duas fracções actuem no organismo de maneira diferente, ambas trazem bastantes benefícios à saúde. A fracção insolúvel encontra-se nos cereais (farelos de um modo geral), hortaliças, frutas (sobretudo nas cascas) e nas leguminosas. Este tipo de fibra actua principalmente na parte inferior do intestino (grosso), aumentando o volume fecal e fazendo com que as fezes sejam mais macias. Por isso estão relacionadas com a prevenção da prisão de ventre. Os mecanismos pelos quais as fibras insolúveis têm efeito são simples: como não são digeridas, nem absorvidas pelo organismo, aumentam a quantidade de resíduos no intestino, o que aumenta o bolo fecal.
Como as fibras têm a Além das proteínas, as leguminosas fornecem ainda hidratos de carbono, têm um alto teor de minerais e vitaminas do complexo B, importantes para manter a energia do organismo. As leguminosas têm baixo índice glicémico, o que permite que estes alimentos sejam digeridos de forma mais lenta, inibindo a vontade de estar sempre a petiscar.
Em modo de conclusão, importa referir que as leguminosas proporcionam fantásticas receitas, cheias de aromas e que permitem brilhar na cozinha com muito pouco trabalho!
Pensamento positivo
A FORMA como pensa e se apercebe do mundo à sua volta pode deixar mais curto o caminho até os seus sonhos. Aprenda a tirar proveito do pensamento positivo e faça com que os seus desejos se tornem realidade. Não é de hoje que se fala das vantagens do pensamento positivo, a capacidade de acreditar que pode muito, que nada é tão difícil e que, com jeitinho e um pouco de empenho, dá para inverter o jogo.
A ciência já provou que quem ocupa a mente com pensamentos positivos vive mais tempo, com mais saúde e mais feliz do que quem cultiva pensamentos nebulosos. Além de ser bom para a saúde, pensar positivo mexe com a maneira como nos relacionamos com o mundo.
Mas, e quando não se tem naturalmente essa habilidade? Esse é o seu primeiro desafio: adoptar uma das diversas técnicas que estimulam o optimismo e acreditar que pode substituir ideias negativas por positivas. O importante é entender que aquilo que pensa é apenas uma interpretação da realidade e não a verdade absoluta. Por isso, pessoas optimistas e pessimistas podem ter a mesma rotina, mas enquanto umas percebem as coisas boas, as outras vão dar mais valor às más, o que não dará resultados positivos.
TOMATE CONTRA O COLESTEROL
A INCLUSÃO de produtos derivados de tomate, como molho e sumo de tomate, na dieta diária pode reduzir os níveis de LDL, o mau colesterol, em 13%. É o que revela um estudo finlandês, que acrescenta que a ingestão elevada de produtos de tomate demonstrou ter efeitos protectores, uma vez que reduziu significativamente os níveis de LDL e aumentou a sua resistência à oxidação, em adultos saudáveis.
O tomate é uma fonte considerável de nutrientes, que inclui beta-caroteno, vitaminas C e E, e licopeno, um potente antioxidante que confere ao tomate a sua cor encarnada.
O estudo admitiu voluntários para uma dieta inicial pobre em tomate, durante três semanas, seguida de uma dieta rica em tomate, com a mesma duração, em que os participantes consumiram 30mg de ketchup e 400 ml de sumo de tomate diariamente.
No final, os investigadores concluíram que os níveis de colesterol total foram reduzidos em 5,9%, enquanto que os níveis de LDL apresentaram uma redução de 12,9%.
COMO ESTÁ A SUA ALIMENTAÇÃO?
Cabe a nós alterarmos o nosso estilo de vida de forma a prevenir as doenças crónicas não transmissíveis.
As doenças crónicas não transmissíveis (DCNT), tais como as cardiovasculares, cancro, diabetes, doenças respiratórias crónicas e obesidade, estão a aumentar drasticamente a nível mundial, atingindo todos os níveis socioeconómicos e idades. Estas patologias são responsáveis por 58,6% das mortes, das quais mais de metade em idade produtiva. A Organização Mundial de Saúde projecta, para 25 anos, o aumento para dois terços de mortes. Estas patologias, além da morte prematura, são a principal causa de incapacidade no local de trabalho, podendo verificar-se a diminuição de produtividade, o aumento da taxa de absentismo e o aumento do custo dispendido na saúde pelo local de trabalho. Este aumento dramático do número de mortes prematuras e incapacidade poderá ser uma ameaça para a elevada dependência da vitalidade do ecossistema global, podendo por sua vez ameaçar também a sustentabilidade dos sistemas de seguro social das sociedades industrializadas.
FACTORES PREVENTIVOS
Sabemos hoje da estreita relação entre os padrões de consumo e o estado de saúde da população. Estes padrões caracterizam-se pelo elevado consumo de gordura, açúcar e proteínas pobres em fibras, hortofrutícolas e cereais integrais. Por isso, os investigadores são unânimes quanto à prevenção destas patologias. Estilos de vida saudáveis, através de uma alimentação saudável e a prática de actividade física (mais de 30 minutos e mais do que cinco vezes por semana), estão relacionados com a prevenção do aparecimento destas patologias. Além do mais estima-se que cerca de 80% das doenças cardiovasculares, 90% da diabetes e 40% dos cancros poderão ser prevenidos através de hábitos saudáveis. Verifica-se que os principais factores de risco para surgirem as DCNT são a hipertensão arterial, hipercolestrolémia, excesso de peso e obesidade, sedentarismo, baixo consumo de hortofrutícolas, elevado consumo de sal e elevado consumo de gordura, nomeadamente ácidos gordos saturados e ácidos gordos trans, relacionados com os padrões de consumo da sociedade actual. Aumentar as hortofrutícolas na alimentação reduz o risco de doença cardiovascular e de diabetes mellitus tipo 2, sendo a evidência menos sugestiva quanto ao seu papel na obesidade e manutenção de peso e sugestiva na prevenção de determinados tipos de cancro, nomeadamente o cancro do cólon. São vários os estudos realizados para entender o papel da alimentação na saúde. E têm sido encontrados vários componentes nos alimentos, nomeadamente nos hortofrutícolas, que se relacionam com a prevenção destas patologias. Assim, os hortofrutícolas são bastante ricos em anti-oxidantes, compostos fenólicos, pigmentos, fibra, vitaminas e minerais, com acções benéficas no organismo; previnem diversos tipos de cancro, melhoram o trânsito intestinal, interferem na regulação dos níveis de colesterol e tensão arterial, regulam os níveis de glicemia sanguínea e ajudam na manutenção do peso. Os antioxidantes dos hortofrutícolas actuam nos radicais livres (que têm acção carcinogénica), inactivando-os, prevenindo assim a sua acção; por exemplo, o licopeno (pigmento antioxidante), presente no tomate, tem uma acção protectora quanto ao aparecimento do cancro da próstata. Também a fibra, presente nos cereais, nomeadamente cereais integrais e nos hortofrutícolas, é um nutriente importante, uma vez que melhora o trânsito intestinal, regula a absorção da glicose – bastante importante no caso dos diabéticos, dado que previne os picos glicémicos a nível sanguíneo; diminui a absorção do colesterol alimentar, tem um papel preponderante na regulação dos níveis de colesterol sanguíneo e actua como factor protector no aparecimento de vários tipos de cancro.
Cabe por isso a todos nós alterarmos o nosso estilo de vida. E termos uma óptima relação entre os efeitos de uma alimentação saudável e a prática regular de actividade física e o nosso estado de saúde, de forma a prevenir doenças crónicas não transmissíveis.
MASSAGEM EXPRESSO!
Escusa de dizer que não tem tempo para se dar ao luxo de uma massagem. Com a Anma basta sentar-se e nem tem de tirar a roupa. Qual é a desculpa que vai dar agora?
Procurada por quem não tem muito tempo livre, a massagem Anma é óptima para relaxar. Prática e rápida, provoca alívio imediato. É uma técnica tradicional japonesa que combina os princípios médicos da medicina tradicional oriental com o objectivo do equilíbrio energético. Conhecida por massagem expresso, caracteriza-se por sessões rápidas – cerca de 15 minutos – em que a pessoa está vestida e sentada. Este tipo de massagem engloba um conjunto de movimentos de pressão e alongamento executados com os polegares, dedos, braços, cotovelos em determinados pontos, ao longo dos 14 maiores meridianos do corpo.
A técnica utilizada foca a eliminação de bloqueios energéticos e a libertação do fluxo de energia no corpo, restaurando, promovendo e mantendo um bom nível de saúde. A massagem Anma estimula o sistema nervoso central, melhora a circulação sanguínea e reduz tensões musculares, proporcionando uma sensação profunda de relaxamento e bem-estar. Pode ser feita por qualquer pessoa.
SONO REPARADOR
O sono pode ser definido como um estado fisiológico reparador, necessário ao organismo para garantir o seu perfeito funcionamento. Por norma, todos nós precisamos de um sono regular, porque é durante o sono que o organismo se refaz. O processo de renovação celular é intensificado entre as 02:00 e as 03:00, pelo que um sono relaxado e profundo afecta directamente a qualidade das células da pele, o que se reflecte numa tez macia e luminosa. Assim, para manter uma pele bonita e evitar o seu envelhecimento precoce, é fundamental uma boa noite de sono. Para relaxar completamente durma num colchão confortável, mas firme, escolhendo tecidos naturais para os lençóis. Mantenha uma temperatura agradável no quarto, em local livre de muito barulho e com ventilação natural adequada. A hora de dormir é para dormir, por isso, tente esquecer as preocupações. Respire calmamente, solte o corpo e relaxe.
CUIDE DOS PÉS
No Verão a pele dos pés fica mais ressequida, exigindo muita hidratação. E é no Verão que os pés estão mais expostos, já que o calor apela ao uso de calçado como sandálias, havaianas... Para os proteger, além de um bom serviço de pedicura, há atitudes que podem ajudar: usar cremes hidratantes e esfoliantes são alguns dos cuidados básicos a ter em conta. A escolha de calçado adequado também pode evitar que os pés fiquem doridos e inchados. Prefira os modelos quadrados, evitando sandálias com tiras apertadas e sapatos de bico fino, que prejudicam a circulação. Os saltos também devem ser evitados mas, caso não seja possível, opte pelos saltos em cunha, que forçam menos a curvatura dos pés. Caso precise de usar ténis, não se esqueça das meias: prefira as mais macias e de algodão, pois absorvem melhor a transpiração.

Em queda livre!
A almofada fica cravejada de cabelos, a banheira povoada de fios e a escova cheia de madeixas. A queda de cabelo é um facto, mas tem quase sempre solução
Beleza
A queda de cabelo é desconfortável para qualquer um. E se assim é para os homens, quando atinge couro cabeludo feminino adquire dimensões de tragédia. Para atenuar o problema existe no mercado uma larga variedade de produtos, de que o OJE deixa alguns exemplos. Basta escolher e adequar o produto às características do cabelo e também às causas do problema.
Mas, afinal, por que cai o cabelo? Antes de entrar em pânico e começar a contar todos os cabelos que ficam na escova ou caem na banheira, não se esqueça de considerar que, como tudo, o cabelo tem o seu ciclo de vida. Cada fio vive cerca de quatro anos. Depois cai naturalmente. Assim, por dia, perdemos, em média, 80 a 100 fios de cabelo. Enquanto assim é, nenhum mal vem ao mundo. O problema começa quando a queda se adensa. Aí, há que actuar.
A queda de cabelo pode ser sazonal (agrava-se na mudança de estação, sobretudo no início da Primavera e do Outono) e crónica. A queda de cabelo crónica pode ser provocada por factores como a idade, a hereditariedade ou até a raça. Parece uma inevitabilidade, é certo, mas a verdade é que pode ser adiada e atrasada. Alguns produtos, como loções e champôs antiqueda, ajudam nesta tarefa. A queda sazonal é ainda mais facilmente combatida. É normalmente causada por factores externos, como a já referida mudança de estação, o stress, desequilíbrios alimentares ou hormonais, pós-parto, choques emocionais ou ainda períodos pós-operatórios. Mais uma vez, há formas de combater o mal. Mas atenção: não podemos descurar as causas e actuar também sobre elas. E não tenha vergonha se tiver de consultar um especialista para o ajudar a ultrapassar situações emocionais difíceis ou desequilíbrios alimentares.
Cinco perguntas sobre a queda de cabelo
O meu pai sofre de calvície. Será que também vou sofrer? É uma pergunta frequente, sobretudo para os homens. Mas a resposta é: não necessariamente. Até pode herdar a predisposição genética para a queda de cabelo, mas pode nunca se manifestar.
Lavar o cabelo muitas vezes provoca queda de cabelo? Não. Pode até lavar o cabelo todos os dias ou várias vezes ao dia, que não vai “apodrecer a raiz”. Isso é um mito. O que não convém é lavar o cabelo e prendê-lo a seguir, por exemplo. Isso pode favorecer o aparecimento de fungos que podem induzir à queda.
Pintar o cabelo facilita a queda? Depende dos produtos que usar e dos cuidados que tiver. À partida, a tinta não danifica o cabelo, desde que seja de boa qualidade e a pintura seja acompanhada de cuidados frequentes de hidratação, também com produtos de qualidade e adequados ao seu cabelo. Também por isso quase todas as marcas têm produtos específicos para cabelos pintados.
A secagem frequente faz cair o cabelo? Não necessariamente. Mais uma vez, há que apostar na hidratação do cabelo e do couro cabeludo.
É normal perder entre 80 a 100 fios por dia. Mas como é que os conto? Estes números foram estipulados por especialistas. Não precisa de contar os cabelos que caem todos os dias. Há um truque: depois de devidamente desembaraçado, passe delicadamente os dedos entre os fios três vezes. Se, na terceira vez, ainda sair um tufo generoso de fios de cabelo, então o melhor é começar a usar um produto adequado. Se necessário, consulte um especialista.
Por Manuela Micael
E
nergia positiva
A importância do movimento para vencer a obesidade
A OBESIDADE ocupa um lugar prioritário na agenda das sociedades modernas. Aliás, é já considerada a epidemia global do séc. XXI e continua a crescer de forma assustadora.
Portugal é um dos cinco países europeus com maior prevalência de obesidade infantil – 32% das crianças com idades compreendidas entre os sete e os nove anos apresentam excesso de peso e 11% são obesas. Nos adultos os indicadores são ainda mais preocupantes: 50% da população tem excesso de peso e 15% é obesa.
Uma das formas de luta contra a obesidade é o movimento gerado pelos vários sectores da sociedade, e neste âmbito falamos de empresas e entidades da esfera pública e privada. É no seio de uma verdadeira parceria público-privada que nasce o Movimento Energia Positiva, um projecto conjunto do Ministério da Saúde e da Galp Energia no âmbito da política de responsabilidade social. Defendemos que o tecido empresarial português deve intervir na defesa de causas e temas relevantes, que influenciam o bem-estar social, pedagógico e económico da população na qual está inserido. Neste contexto, o Movimento Energia Positiva integra acções de sensibilização, informação e formação, com forte impacto mediático junto da população, e com maior incidência junto da população infanto-juvenil, o que garante uma fácil assimilação da mensagem. As iniciativas deste movimento têm como objectivo promover hábitos de vida equilibrados, que envolvam a actividade física e uma alimentação saudável. Pretende-se contribuir para alterar percepções relativamente às formas de prevenir e combater a obesidade, estabelecendo os alicerces de mudanças efectivas de comportamentos e rotinas diários. O objectivo final é contribuir para que os portugueses assumam estilos de vida mais saudáveis.
Estão em curso várias acções que pretendem abordar os nossos interlocutores de uma forma positiva, integradora e interactiva. Queremos que todos, independentemente da actual forma física, adiram e participem nestas iniciativas. O discurso é sempre positivo, construtivo e simples, facilitando a compreensão e a adesão.
Este projecto inclui, a curto prazo, entre as muitas acções que vão decorrer ao longo dos próximos dois anos, um roadshow que irá percorrer as escolas de norte a sul do País, dirigido a alunos do 1º ciclo, com idades entre os seis e os dez anos. As acções envolvem as crianças em várias iniciativas de âmbito nutricional, através de uma peça de teatro escrita por Rosa Lobato de Faria, representada ao vivo, e de actividade física. Depois o Movimento Energia Positiva vai estar nas praias, convidando crianças e pais a participar em acções lúdicas.
Em resumo, o grande objectivo é reunir os portugueses nesta causa comum, convidando-os a adoptar um novo estilo de vida, uma nova forma de estar, com dinâmica, actividade e optimismo.
Todas as iniciativas do Movimento Energia Positiva assentam numa abordagem que confere ao projecto uma associação a valores e imagens positivas e fáceis de interiorizar pela população de uma forma geral, com especial enfoque nas crianças, não só porque este é o momento em que se criam hábitos que se reflectem para o resto da vida, como também porque são um excelente agente influenciador junto dos pais.
Por Isabel Calado
Directora de Marketing da Galp Energia e Porta-Voz do Movimento Energia Positiva
Golfe com pronúncia açoriana
Há quem seja fã de parkour, quem goste de campismo selvagem, quem seja adepto de fazer caminhadas, e até já há quem pratique golfe rústico… nas pastagens açorianas.
O Turismo dos Açores criou uma nova actividade: golfe rústico. Este pode ser jogado nas pastagens açorianas com relva baixa e, claro, sem gado. O objectivo é “proporcionar uma actividade lúdica e educacional ao praticante de golfe e não praticante, e respectiva família, num contexto rural”. Esta forma diferente de praticar golfe tem a vantagem de não precisar de campos muito preparados e que servem, em exclusivo, a finalidade desportiva. O conceito aplica-se a espaços de pasto que têm outras utilizações durante o ano e que acabam por ser uma espécie de campos multiusos. A diferença deste conceito açoriano reside na possibilidade de praticar golfe em terrenos ocupados por animais domésticos, culturas agrícolas e outras zonas rurais.
As regras aplicadas ao golfe rústico açoriano são semelhantes às do golfe tradicional. As grandes diferenças estão no local da prova – pastagens com relva baixa e sem gado. Nesta versão os habituais greens em extensos campos de golfe – os buracos – são substituídos por nove bandeiras e circunferências desenhadas na relva. De resto, pratica-se com o mesmo equipamento (um ou dois tacos), mas sem o rigor e o formalismo do golfe tradicional. Se o campo estiver enlameado joga-se com botas de cano (galochas).
O golfe rústico açoriano é assim uma forma de promover o golfe. Além de que poderá ser um elemento de animação turística para complementar e diversificar a oferta turística dos Açores. O objectivo é contribuir para o desenvolvimento do turismo no arquipélago enquanto destino apelativo para a prática da modalidade.
MAÇÃ PARA TODOS, ABACAXI PARA AS MULHERES!
A fruta de perdição dos portugueses é a maçã. E o abacaxi é coisa de… mulheres. Predilecções à parte, ainda se consome pouca fruta, sobretudo entre os jovens.
Sabia que a quinta causa de morte em Portugal se deve à falta de fruta na dieta alimentar? Embora gostem de fruta, os portugueses não sentem grande necessidade de a consumir. Esta é uma das conclusões do estudo Os Portugueses e a Fruta: Hábitos e Atitude, apresentado ontem pela produtora e distribuidora de frutas, legumes e flores frescas Dole Food Company. Embora três em cada quatro portugueses “gostem de fruta” (77%), 68% pensem que “é boa e necessária para a saúde”, e três em cada dez (36%) considerem que “tem vitaminas e minerais”, 26% dos inquiridos afirmam que duas peças por dia são mais que suficientes. Comportamento que se agrava nos jovens entre os 18 e os 24 anos, cujo consumo é bem inferior: 60% comem, no máximo, uma ou duas peças por dia. Sendo que o consumo aumenta da mesma forma que se vai avançando na idade: sobretudo a partir dos 55 anos em diante. As mulheres são as grandes consumidoras, em que 50% afirmam comerentre três a cinco peças, enquanto apenas 42% dos homens ingerem a mesma quantidade. Por outro lado 20% dos entrevistados afirmam não comer fruta porque “não lhes apetece”. E depois há quem não consuma porque não “lhe cai bem”, “não gosta”, ou porque “é difícil de preparar”. Assim, a média de peças ingeridas por dia é de 2,8. Sendo que a região de Portugal onde mais se consome fruta é o Algarve, com uma média diária de 3,5 peças, seguido da Grande Lisboa (com 2,9), o norte do País (2,8), o Grande Porto e o Centro (ambos com 2,7) e, por fim, o Alentejo (2,6).
FRUTA TODO O ANO?
Em relação à altura do dia de maior consumo, dá-se ao almoço (66%), seguido pelo jantar (58%), o lanche da tarde (49%), a meio da manhã (37%) e, por fim, o pequeno--almoço (17%). Metade dos inquiridos (50,5%) afirma consumir fruta todo o ano, valor que aumenta nos homens (54%). Já as mulheres consomem mais fruta no Verão (45,5% contra 39% nos homens). Aliás, o Verão é a altura do ano em que mais fruta se consome. Na altura de compra, é a mãe que traz fruta para casa (em 69% dos lares), enquanto o homem só assume esta tarefa em 18% das ocasiões. Os três principais locais para fazer compras são os supermercados (57,8%), seguidos pelas frutarias tradicionais (29,2%) e pelas grandes superfícies/ hipermercados (20,9%).
Quanto ao tipo de fruta mais consumida, a maçã é a preferida dos entrevistados: três em cada dez (31%); seguida da laranja (22%), da pêra (16%) e da banana (12%); com valores mais baixos surgem o kiwi (3,5%), o pêssego e os morangos (ambos com 3%), o ananás (2%), a uva (1,9%) e o melão (1,8%). Quando às propriedades que os inquiridos associam a cada uma das frutas, a maçã é considerada a mais saudável, sobretudo pelas mulheres e maiores de 65 anos. A banana, que tem 25% da dose recomendada de vitamina C, é fácil de comer (30%), saudável (28%) e é consumida pelo valor nutritivo (27%); é também a preferida pela faixa etária entre os 18 e os 24 anos, porque dá energia (82%), o mesmo motivo pelo qual os desportistas também a consomem – para repor energias. A pêra é considerada saudável (60%) e nutritiva (23%). Enquanto o abacaxi/ananás é exótico (38%) e saudável (36%); e é o preferido das mulheres para perder peso (47%). Já a laranja destaca-se sobretudo pelo carácter saudável (51%).
Entretanto, e para incentivar um maior consumo, a Dole Food Company lança no início de Maio uma campanha informativa. A Caravana da Saúde – onde dois especialistas informarão sobre os benefícios do consumo de fruta, valores nutricionais e a sua importância numa alimentação correcta – estará no primeiro fim-de-semana de Maio em Lisboa, em frente ao Centro Comercial Colombo; e no segundo fim-de- -semana de Maio estará no Porto, no NorteShopping.
Por Armanda Alexandre
CONSUMIR ÁGUA DA DAS LEGUMINOSAS: Sem dúvida que sim!
A água da cozedura das leguminosas pode e deve ser consumida. Não só a das refeições preparadas em casa como também das que adquire já cozidas e preparadas .
Apesar dos mitos criados à volta deste processo, que dizem que a água que fica não traz qualquer benefício, a verdade é que não deve haver desperdício. Os sucos e a água utilizada para a cozedura devem ser reutilizados em guisados, molhos ou sopas, uma vez que muitos nutrientes das leguminosas são hidrossolúveis, ou seja, solúveis em água, por isso recuperados através da utilização da água.
Ao optar pelo feijão, grão e ervilhas já preparados, lembre-se que a indústria apenas lhe poupou várias etapas na confecção dos mesmos, como o demolhar, a espera, a lavagem e a selecção. E que o resultado final é exactamente o mesmo que teria através do processo caseiro de cozedura. No processo industrial as leguminosas são cozidas dentro da lata, apenas em água e sal e não são adicionados quaisquer tipos de aditivos nem conservantes, pelo que a escolha da qualidade das matériasprimas é que faz a diferenciação. Portanto, seja grão, ervilhas, feijão ou qualquer outra leguminosa, o caldo na embalagem é a água da própria cozedura, sendo rico em nutrientes, nomeadamente vitaminas e minerais. Por tudo isto não convém desperdiçar a água da cozedura. Outra característica deste tipo de alimentos preparados e que suscita muitas dúvidas por parte de quem desconhece o processo industrial é a ausência de corantes ou conservantes. As mais avançadas tecnologias de tratamento, enchimento e embalagem fazem chegar ao consumidor o sabor e riquezas nutricionais de origem.
Os longos períodos de conservação não são sinónimos de artificialidade; devem-se a um tratamento térmico, uma das etapas de transformação, que permite prolongar o período de conservação. É por esta razão que os alimentos preparados dispensam o uso de conservantes. É o caso dos preparados da Compal, em que a grande aposta passa pela diferenciação qualitativa das leguminosas preparadas. Esta aposta passa por uma correcta informação aos consumidores das características nutricionais, não só dos nutrientes das leguminosas mas também da água contida na embalagem.
Por Elsa Carvalho
Direcção Técnica da Compal
Prazer gelado… e nutritivo
Deixe de lado a ideia de que os gelados são só guloseimas! Há todo um lado nutricional que importa conhecer. Ou seja, não tem de se sentir culpado de cada vez que come um ao lanche ou à sobremesa.
Em cone ou em copo, de certeza que já provou gelados de deixarem água na boca. Sabia que, além de um prazer, também podem ser uma óptima fonte de cálcio, vitaminas e antioxidantes? Deixe de lado a ideia feita de que os gelados são apenas guloseimas! Têm por base ingredientes com comprovados benefícios para a saúde: leite, frutas, chocolate… que, quando integrados num estilo de vida saudável e numa alimentação equilibrada, são uma alternativa para ingerir diferentes nutrientes como cálcio, sais minerais e vitaminas. Por isso, não tem de se sentir culpado por comer um gelado ao lanche ou à sobremesa.
Os gelados estão tradicionalmente associados às férias e momentos especiais. Mas isto era antes! Agora já pode comer gelados todos os dias. Como sabe, existem várias opções de gelados com perfis nutricionais diferentes, desde os mais indulgentes aos mais leves, é só escolher o que lhe parecer mais adequado a cada circunstância.
Tentação e nutrição
Há mais de três mil anos que os gelados seduzem os paladares até dos mais exigentes. Um dos principais aliados do gelado é o leite, que lhe confere a cremosidade e sabor característicos. Graças ao leite crianças e pessoas de mais idade podem encontrar nos gelados uma fonte alternativa de:
•Cálcio. Fundamental para proteger os ossos, prevenir a osteoporose e doenças cardiovasculares;
•Fósforo. Ajuda à absorção do cálcio no intestino;
•Ferro, potássio e magnésio. Com funções reguladoras e estruturais importantes na formação das células e tecidos, contribuem para o crescimento e desenvolvimento das crianças.
Mas existem mais motivos para ceder à tentação. Os gelados com sabores ou coberturas de frutas são uma forma de ingerir os nutrientes das frutas naturais. Sabia que a Organização Mundial da Saúde recomenda o consumo de três a cinco peças de fruta por dia? Um gelado pode ajudar a atingir esta meta, já que tem óbvios benefícios para o organismo:
•Vitamina A. Micronutriente que intervém no processo de crescimento.
•Antioxidante. Actua no combate a agressões externas devido ao valor em vitamina E.
•Fragilidade dos ossos e dentes. Evita a mesma, dá resistência aos tecidos e ajuda à cicatrização, graças à quantidade de vitamina C que contém;
•Vitaminas do complexo B. Sobretudo ácido fólico. Contribuem para o funcionamento do sistema nervoso ou da medula óssea.
Além de deliciarem, as coberturas de chocolate apresentam vastas propriedades nutricionais e emocionais. Com cheiro e sabores únicos, o chocolate é rico em substâncias que podem actuar como estimulantes do sistema nervoso central. Por outro lado tem flavonóides que trabalham como antioxidantes, evitando a formação dos radicais livres que atacam as paredes das artérias.
Crenças associadas
Engordam? Não se pode dizer que os gelados engordam. A obesidade não está associada à ingestão de um alimen